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Pesquisa revela informações importantes sobre a anorexia

  • Foto do escritor: Caçarelatos
    Caçarelatos
  • 30 de mai. de 2018
  • 3 min de leitura



Perda de peso repentina, insatisfação com a aparência, baixa autoestima, esses são alguns sintomas que provocam nas pessoas alguns distúrbios alimentares. Entre esses distúrbios está a anorexia. O nome da patologia é o suficiente para assustar muitas pessoas, mas o que assusta, de verdade, é a aparência de uma pessoa anoréxica, extremamente magra. Aqueles que sofrem com essa doença, muitas vezes percebem muito tarde. Há casos em que a perda de peso é tão grande que a pessoa fica vulnerável a outras doenças e corre risco de morte, inclusive.


Também chamada de anorexia nervosa, o distúrbio psiquiátrico é influenciado pela mídia que, muitas vezes, enaltece como padrão de beleza, a magreza.


A anorexia acomete cerca de 90% de adolescentes do sexo feminino. Essa informação como as demais que estão nesta matéria, estão disponíveis em um artigo científico produzido para o Programa de Pós-Graduação em Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina, aprovado em 30 de agosto de 2007. Os estudos que revelaram esses dados, foram feitos por Emilaura Alves, Francisco de Assis Guedes de Vasconcelos, Marina Cristina Marino Calvo e Janaina das Neves.


Amanda Oliveira é estudante da 4ª fase de psicologia na Universidade Alto Vale do Rio do Peixe – Uniarp – e comenta que, pessoas que sofrem com esse distúrbio precisam procurar auxílio profissional, “tanto a anorexia nervosa, quanto a bulimia, são distúrbios que desencadeiam uma série de outros fatores negativos à saúde do indivíduo e, por isso, essas pessoas necessitam procurar ajuda médica, seja de um psicólogo, psiquiatra e até, outros médicos como nutricionista e endocrinologista, em virtude de ser um tratamento que demanda uma série de etapas com a finalidade de eliminar essa doença”, informa a estudante.


No estudo realizado pelos estudantes de pós-graduação da UFSC, 1219 adolescentes do sexo feminino e na faixa-etária de 10 à 19 anos, participaram da pesquisa. Por alguma inconsistência nos requisitos do trabalho, 44 destas adolescentes foram excluídas dos resultados obtidos.


Segundo os estudantes pesquisadores, os sintomas da anorexia não estão atrelados à situação econômica das famílias, o que torna complexa, as explicações de casos da doença nas camadas menos favorecidas da sociedade, “a associação encontrada entre os sintomas de anorexia nervosa e a rede pública de ensino é mais difícil de explicar, haja vista que não se justifica pela renda per capta mensal, como também não se justifica pelo estado nutricional e, por fim, não se justifica pela imagem corporal, que permaneceu no modelo independente da rede pública de ensino”, afirmam nos resultados da pesquisa.


Anorexia antes da menarca, que é a fase em que as meninas iniciam o ciclo menstrual, também ocorre. Essa é uma fase em que nas meninas passam por alterações hormonais e desde jovens se preocupam com a aparência. “Antes da menarca, a anorexia é manifestada por um ganho de peso insuficiente para a idade, caracterizando uma desnutrição sem necessariamente apresentar aspecto grave de emagrecimento como ocorre em idades mais avançadas”, diz o estudo.


A ex-RBD que sentiu o que é passar pela Anorexia


Cantora e atriz mexicana chegou a pesar 35 quilos em virtude da doença. (Foto: blog Gabriela Macedo)

A atriz e cantora do México, Anahí Giovanna Puente Portilla, cresceu no meio artístico e o grande destaque em sua carreira foi entre 2004 e 2006, quando participou da novela mexicana Rebelde (RBD). Neste trabalho ela era uma das protagonistas, Mia Colucci. Mesmo com todas as câmeras sempre voltadas para ela, em 2008 ela enfrentou a anorexia.


"Minha anorexia começou por causa de uma forte depressão. Foi quando deixei de comer. No começo eu não tinha a preocupação de não comer para me manter magra, mas quando vi que essa depressão me ajudava a emagrecer, eu acabei gostando da ideia. Meu problema começou de verdade quando eu fiquei obcecada por perder peso. Me sentia horrível e achei que emagrecendo eu ficaria mais bonita. Quando eu quis mudar a situação, me dei conta que estava dentro de um labirinto sem saída, é com esse vício cheguei a pesar 34 quilos", confessou Anahí.


Durante dois anos neste processo, a cantora contou com a ajuda de sua família, psiquiatras e psicólogos, além de passar por três internações em clinicas de reabilitação.


" A situação só começou a mudar quando quase perdi a vida. Fui levada ao hospital de emergência. Meus batimentos cardíacos pararam por oito segundos. Nasci novamente e aprendi a viver com esse problema. Estou sempre em tratamento, me monitorando, porque assim como ocorre com outros vícios, sei que terei que conviver com a sombra dessa doença até o fim", finaliza Anahí.



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